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Jovem encontrado morto num poço recusava-se a tomar medicação para perturbação mental

A mãe do rapaz, de 15 anos, tinha dado uma entrevista à SIC, em janeiro, quando Lucas estava desaparecido.

O jovem de 15 anos, encontrado morto ontem num poço em Palmela estava desaparecido há quatro meses. Durante este tempo, a mãe terá questionado várias vezes a investigação das autoridades.

À SIC, uma fonte da Polícia Judicária de Setúbal confirmou que ao longo de quatro meses chegaram várias pistas sobre o paradeiro de Lucas mas quase sempre vagas. Acrescentou ainda que um mês e meio depois do desaparecimento já teriam recebido a informação de que o jovem estaria morto.

Esta quinta-feira, a denúncia feita pelo pai de um rapaz que estava na mesma intituição que Lucas levou a Polícia Judiciária ao local onde se encontrava o corpo. De um poço de nove metros de profundidade, os bombeiros sapadores de Setúbal retiraram um cadáver enrolado num lençol branco em avançado estado de decomposição.

O local fica a poucos metros da instituição para onde o jovem foi levado a 2 de outubro por decisão da Comissão de Proteção de Crianças e jovens. Em 13 dias fugiu seis vezes, até ter desaparecido.

A mãe tinha pedido ajuda à CPCJ em setembro, numa altura em que o filho se tornou agressivo e recusava tomar a medicação para uma perturbação mental.

O desiquilíbrio deu-se no primeiro confinamento. A pandemia trocou as voltas às rotinas do adolescente que sonhava ser jogador de futebol.

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