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Tribunal dos Direitos Humanos dá razão à família de Pedro Vilela

Em 1994, Pedro Vilela nasceu com 100% de incapacidade. A família continua a acusar o antigo hospital de Braga de negligência médica

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou o Estado português a pagar 6.500 euros por danos morais à família de Pedro Vilela, o jovem que morreu me 2017. Pedro nasceu em 1994 com 100% de incapacidade e viveu 22 anos em estado vegetal.

A família continua a acusar o antigo hospital de Braga de negligência médica. A criança nasceu com lesões graves depois de a mãe ter estado 17 horas em trabalho de parto à espera de uma cesariana.

Nestes 27 anos, o pedido de indemnização por negligência médica arrastou-se nos tribunais portugueses. Na sentença definitiva, a equipa médica e de enfermagem foi absolvida. Descontente, a família de Pedro decidiu recorrer ao Tribunal Europeu dos direitos Humanos.

A família considera o valor ofensivo e vai avançar com uma nova queixa para o Tribunal Europeu com base no processo clínico que aponta para uma gravidez sem complicações.

Pedro Vilela nunca falou, comeu sozinho ou andou. Morreu aos 22 anos, em 2017, com uma pneumonia.

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