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Enfermeira acusada de matar e desmembrar jovem acusa ex-namorada em tribunal

Depois de ter confessado o crime conjunto, Mariana Fonseca afirma agora que a ex-namorada agiu sozinha e que nunca tocou no corpo da vítima.

Uma das duas jovens acusadas de matar e desmembrar o corpo de Diogo Gonçalves para lhe roubarem cerca de 70 mil euros acusou, esta quarta-feira, a namorada da autoria do crime macabro que aconteceu há quase um ano, no Algarve. Mariana Fonseca, enfermeira de 24 anos, contradiz a confissão que tinha feito à Polícia Judiciária (PJ).

Chegam ao tribunal em carrinhas separadas. Já não existe a relação que, à data do crime, unia as duas jovens e com o fim dessa amor, acabou também a história comum, contada à PJ e no interrogatório judicial.

Depois de ter confessado o crime conjunto para ficar com o dinheiro do jovem informático, Mariana Fonseca disse agora ao coletivo de juízes que foi a companheira, Maria Malveiro, segurança privada de 21 anos, que terá, sozinha, planeado, matado, desmembrado e ter-se-á também livrado do corpo.

Mariana terá assim sido surpreendida pela namorada que lhe pedia ajuda e, ao dar de caras com a vítima inconsciente no chão, fez manobras de reanimação. Disse ainda que se fechou no quarto enquanto a namorada estrangulava fatalmente o jovem sedado com calmantes.

Admite que, ao longo desses dias, ajudou na execução do plano: esteve com a namorada quando ela atirou partes do corpo em Sagres e em Tavira; chegou a levantar dinheiro da conta da vítima. Garante, no entanto, que esteve a ser levada pela relação tóxica e que nunca tocou no corpo.

A defesa de Mariana Fonseca aposta tudo na falta de provas. O inspetor da PJ que investigou o caso foi também inquirido durante a tarde, tendo admitido que nenhum vestígio de sangue foi colhido da garante onde alegadamente o corpo foi desmembrado com um cutelo.