País

Jato privado onde foram encontrados 500 quilos de droga está hipotecado ao Estado português

João Loureiro continua no Brasil, onde está a ser investigada a origem da droga.

O Falcon 900, que chegou a transportar João Loureiro para o Brasil, é propriedade da empresa de aviação OMNI, mas está hipotecado ao Estado.

A aeronave serve segundo o Correio da Manhã de garantia para o pagamento de uma dívida de 17 milhões de euros. Um crédito da OMNI, a proprietária, à Parvalorem, a sociedade gestora dos ativos tóxicos do extinto BPN.

À SIC, a empresa de aviação explica que chegou a ter perante o Banco Português de Negócios uma dívida de mais de 20 milhões de euros. A OMNI diz que o empréstimo tem vindo a ser pago e que restam 16 milhões e 600 mil euros. A hipoteca do jato privado não é mais do
que a concretização de uma prática corrente do setor da aviação.

João Loureiro continua no Brasil a aguardar em duas listas de espera pelo regresso a Portugal.

RESPONSÁVEL DA POLÍCIA FEDERAL GARANTE QUE LOUREIRO É UM DOS SUSPEITOS

Um responsável da Polícia Federal brasileira garante que João Loureiro é um de cinco suspeitos no caso do avião onde foram encontrados 500 quilos de cocaína.

A Polícia Federal do Brasil apreendeu no dia 10 de fevereiro meia tonelada de cocaína escondida num avião particular que já tinha recebido autorização para descolar da cidade de Salvador com destino a Portugal.

A droga foi encontrada durante uma inspeção que agentes da Polícia Federal fizeram ao avião, que se encontrava na pista do Aeroporto Internacional de Salvador.

João Loureiro, antigo presidente do Boavista e filho de Valentim Loureiro, tinha lugar marcado nesse avião e à SIC garantiu ser completamente alheio ao que se passou