País

Negócios ilegais mantêm atividade durante o confinamento

Odacir Júnior

Odacir Júnior

Repórter de Imagem

Ana Marisa Silva

Ana Marisa Silva

Produtora Editorial

As multas podem ir dos mil euros, para pessoas singulares, aos 20 mil euros para pessoas coletivas.

Desde o início do confinamento, a GNR e a PSP já encerraram mais de 400 estabelecimentos por incumprimento das regras em vigor. Apesar do reforço de fiscalização, são muitos os que arriscam trabalhar na clandestinidade. Uma equipa da SIC visitou alguns desses locais com recurso a uma câmara oculta.

Portas entreabertas, estabelecimentos à média luz, marcações prévias e entradas pelas traseiras. A estratégia repete-se um pouco por todo o país. Está a ser usada por quem tenta contornar a lei e manter serviços que foram obrigados a encerrar.

As multas podem chegar aos 1.000 euros para pessoas singulares e 20.000 euros para pessoas coletivas. Um risco que muitos dizem não ter como evitar. Quem desafia as autoridades fala em dois pesos e duas medidas: sente-se discriminado perante as mais de 50 exceções que escaparam à ordem de encerramento.

Uma operação de rotina da GNR, em Viseu, detetou uma atividade suspeita no interior de um restaurante. Estavam pelo menos cinco pessoas que não trabalhavam no estabelecimento.

Desde o início do confinamento, a 15 de janeiro, a GNR e a PSP fizeram mais de 40 mil ações de fiscalização. Levantaram mais de 13 mil contra-ordenações por violação do dever de recolhimento obrigatório e 400 por incumprimento das regras aplicadas à restauração.