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Jovem que matou funcionário da discoteca Lick foi condenado a 16 anos de prisão

O caso remonta ao verão de 2019.

Foi condenado, esta sexta-feira, a 16 anos de prisão o jovem que disparou mortalmente sobre um funcionário de 19 anos da discoteca Lick, no Algarve, no verão de 2019. O Tribunal de Faro entendeu que, ao disparar, António Tavares estava ciente de que poderia atingir qualquer pessoa que estava à porta da discoteca.

Depois da madrugada de agosto de 2019, em que disparou dois tiros à porta da discoteca onde tinha sido barrado, o jovem, conhecido por Bubbles, esteve escondido durante um ano nos arredores de Paris.

António Tavares, de 21 anos, queria acertar nos seguranças com quem tinha tido uma discussão. Mas, ao segundo tiro, acabou por atingir fatalmente e na cabeça Lucas Leote, de 19 anos, membro do staff que tentava fugir para o interior da discoteca.

O Tribunal entendeu que não houve negligência. O jovem estava ciente de que, ao disparar em direção à porta da discoteca, podia acertar em qualquer uma das pessoas que lá se encontrava. Por isso, condenou-o por quatro crimes, entre os quais o de homicídio simples e outro de forma tentada. Vai cumprir 16 anos de prisão efetiva e terá de pagar 70 mil euros de indemnização aos pais da vítima.

O julgamento ficou marcado pelas fortes críticas do coletivo à acusação. O documento de seis páginas, redigido pelo DIAP de Loulé, não detalhou a qualificação dos crimes. Só o uso da aram de fogo agravou a pena.