País

António Costa sublinha a referência e o guia que foi Jorge Coelho

RODRIGO ANTUNES

Amigos e família despediram-se do histórico socialista numa missa na Basílica da Estrela, em Lisboa. O corpo do ex-ministro seguiu para a sua terra natal, Mangualde.

O Presidente da República, o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia, e vários ex-ministros e antigos Chefes de Estado prestaram uma última homenagem ao antigo dirigente e ministro socialista este sábado numa missa na Basílica da Estrela, em Lisboa.

No final da missa, o corpo seguiu para Mangualde, onde vai realizar-se o funeral. À saída da Basílica da Estrela, António Costa recorda Jorge Coelho como um amigo empenhado e sempre ativo na vida profissional e empresarial.

Era uma voz respeitada e ouvida no PS, foi um adversário à altura, respeitado pela oposição.

Criou as Lojas do Cidadão, foi ministro Adjunto de Guterres e ao longo dos mandatos foi ministro da Administração Interna, da Presidência e do Equipamento Social. Abandonou a vida política em 2001, após ter sido um dos mais destacados políticos da sua geração.

Presidente Executivo da Mota Engil foi, também, o fundador de uma queijaria em Mangualde, em homenagem ao avô, à terra que o viu nascer, e onde regressava sempre que podia.

O empresário, um histórico socialista, que os amigos descrevem como leal, homem com caracter e convicções, dotado de uma enorme intuição e amabilidade, morreu esta quarta-feira, aos 66 anos, vítima de um "ataque cardíaco fulminante", na Figueira da Foz. Deixa mulher e uma filha, além de um forte legado na política portuguesa.

O corpo de Jorge Coelho regressa agora às raízes, sendo o funeral este sábado, em Santiago de Cassurrães, no concelho de Mangualde.

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