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Críticas às residências para filhos de funcionários públicos refletem preconceito ideológico, diz ministra

As associações académicas falam em discriminação e elitização e admitem recorrer à justiça, caso o Governo não recue.

O anúncio do Governo da abertura de uma residência universitária, em Lisboa, para filhos de funcionários públicos está a provocar uma onda de críticas.

A Associação Académica da Universidade de Lisboa acusa o Governo de promover a discriminação e elitização de estudantes. Já Federação Académica do Porto admite recorrer à justiça se o Executivo não recuar, uma via que a Associação Académica de Coimbra também não descarta.

A iniciativa faz parte de um programa do Governo, que prevê a transformação de edifícios dos serviços sociais da administração pública, que não estejam a ser usados em alojamento para estudantes. Neste caso, destina-se apenas aos filhos de funcionários públicos, que se desloquem para estudar em Lisboa e que preencham os requisitos definidos.

A ministra da Administração Pública, Alexandra Leitão, responde às críticas num artigo de opinião. No Expresso, começa por defender que não é um privilégio, mas uma resposta social para quem mais dela precisa. Insiste que o Governo vai continuar a trabalhar para criar soluções noutras regiões do país, mas lembra que a medida se aplica precisamente a quem é de fora de Lisboa. Alexandra Leitão entende que as críticas refletem na verdade um preconceito ideológico contra a administração pública e os seus trabalhadores.