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Burlas com MBWay: 17 detidos em megaoperação da PJ

TIAGO PETINGA/LUSA

Em comunicado, a PJ confirma "múltiplas ações criminosas, com impacto em centenas de vítimas".

A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje 17 pessoas por suspeitas de terem cometido centenas de burlas informáticas agravadas, falsidade informática e acesso ilegítimo, numa operação de combate ao cibercrime realizada na zona de Estremoz.

Em comunicado a PJ adianta que a investigação "Bad Way" se iniciou há alguns meses e tem por base vários casos de fraude cometidos de forma organizada, com recurso à aplicação bancária.

A estratégia investigatória, revela a PJ, visou a localização e agrupamento das várias participações que se encontravam dispersas por várias comarcas do país, que demonstrassem "a atividade delituosa reiterada e organizada" de forma a identificar/localizar os detidos.

Os detidos, 11 homens e seis mulheres, irão ser presentes a primeiro interrogatório judicial, para aplicação da medida a coação considerada adequada. Respondem por crimes como burla informática, falsidade informática, acesso ilegítimo e branqueamento de capitais.

O inquérito deste processo é tutelado pelo Ministério Público de Estremoz e a operação contou com o apoio da GNR e da PSP.

Esta é a segunda megaoperação de combate a fraudes através do sistema bancário no espaço de uma semana.

No último ano aumentaram as burlas com pagamentos por MBWay

Em 2020, foram registados cinco vezes mais casos de pessoas que foram burladas através do MBWay, que funciona através do telemóvel.

O confinamento e a multiplicação de grupos criminosos explicarão o aumento das queixas.

Enquanto que em 2019 as autoridades registaram 2.179 queixas, no ano passado houve quase 12 mil. De seis casos por dia, passou-se para 33.

Detidos dois homens que burlaram 170 pessoas através do MBWay

Em março, a Polícia Judiciária deteve dois homens de nacionalidade argelina por suspeitas de burlar pelo menos 170 pessoas através da aplicação MB Way. Terão desviado pelo menos 140 mil euros.

Mudavam de casa a cada três dias para não levantar suspeitas e usavam diferentes telefones e computadores, sempre na área da Grande Lisboa.

Através de um e-mail falso, faziam-se passar pela SIBS, a entidade responsável pelo MB Way, e pediam às vítimas que preenchessem um formulário com o número de telefone, o código de acesso e de ativação.

Com estes dados conseguiam acesso à conta bancária das vítimas, através da aplicação, podendo levantar dinheiro ou pagar despesas.