País

Decisão da Operação Aquiles conhecida hoje no Campus de Justiça

(Arquivo)

Entre os 27 arguidos estão dois antigos investigadores da Polícia Judiciária.

A operação Aquiles, processo relacionado com tráfico de droga, associação criminosa e corrupção, conhece esta sexta-feira a decisão, depois de o Ministério Público ter pedido penas de prisão para 21 dos 27 arguidos, incluindo dois ex-elementos da PJ.

Entre os 27 arguidos estão dois antigos investigadores da Polícia Judiciária, Carlos Dias Santos e Ricardo Macedo, que foram acusados por tráfico de droga, associação criminosa e corrupção com vista ao tráfico e corrupção passiva para prática de ato ilícito.

Nas alegações o procurador pediu a condenação de 21 arguidos e considerou que, em relação a seis, tinha algumas dúvidas sobre a acusação, deixando a análise ponderada à consideração dos juízes.

Para o arguido António Benvinda, que denunciou Dias Santos e Ricardo Macedo, e que está agora num programa de proteção de testemunhas, o MP pediu uma pena atenuada, dado que colaborou com a justiça.

A acusação refere que em outubro de 2006 a PJ já dispunha de informações que evidenciavam "fortes suspeitas" de ligações de Carlos Dias Santos a uma rede de traficantes de droga colombiana.

Para o MP, Dias Santos e Ricardo Macedo, além de darem informações às organizações criminosas que protegiam, através dos contactos com os pretensos informadores, por vezes recebiam informações das mesmas organizações sobre o tráfico desenvolvido por organizações concorrentes.

Em contraposição, o advogado de Carlos Dias Santos argumentou que a acusação está alicerçada em meios ilegais de obtenção de prova e considerou que é "tendenciosa e desorganizada".