País

Hospitais dizem que é o regresso da troika ao SNS

Plano de Recuperação e Resiliência traz concentração de urgências e de recursos.

Os administradores hospitalares comparam o compromisso do Governo assumido com Bruxelas a um regresso da troika a Portugal.

Para receber os milhões da bazuca para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), o Executivo comprometeu-se com Bruxelas a fazer reformas que concentram urgências e recursos e apertam a gestão nos hospitais.

Objetivos financeiros, maior fiscalização e controlo na gestão hospitalar surgem como uma das linhas de ação do plano para diminuir desperdícios no SNS.

Os administradores voltam a dizer que já viram isto no memorando de 2011 e a reconfiguração da rede hospitalar até foi revogada em 2015.

Contactado pela SIC, o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares remete para a posição que transmitiram ao Governo na consulta pública do Plano de Recuperação e Resiliência, em finais de fevereiro.

Com mais de um ano em gestão de pandemia, o maior receio é que os recursos atuais não consigam responder a uma reforma que, para ser tão profunda, precisaria de um orçamento superior.