País

Milhares de pessoas manifestaram-se no Porto por mais direitos e melhores salários

Catarina Martins e Jerónimo de Sousa juntaram-se à concentração organizada pela CGTP.

Milhares de pessoas participaram este sábado numa manifestação organizada pla CGTP, no Porto. Exigem mais direitos, melhores empregos e salários. Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, e Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, juntaram-se aos protestos e lançaram críticas ao resultado da cimeira social.

Milhares de pessoas percorreram as ruas do porto até aos Aliados numa luta, ja antiga, por melhores condições de trabalho. Catarina Martins e Jerónimo de Sousa juntaram-se à concentração nacional organizada pela CGTP e não pouparam nas palavras.

Cimeira Social. Bloco de Esquerda fala em "profunda desilusão"

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) disse este sábado que a Cimeira Social foi "uma profunda desilusão", criticando a ausência de medidas concretas e acusando a Comissão Europeia de ser um entrave à universalização das vacinas contra a covid-19.

"Aqui no Porto, os líderes europeus encontraram-se para afirmar o Pilar Social da União Europeia, mas esta cimeira social foi uma profunda desilusão", afirmou Catarina Martins, em declarações aos jornalistas.

Para Catarina Martins, há duas razões que explicam a "profunda desilusão" com os resultados da Cimeira Social do Porto, a primeira das quais a ausência de medidas concretas.

"A União Europeia, um dos espaços económicos mais ricos do mundo tem 100 milhões de pessoas a viver na pobreza. Há tanta gente que mesmo trabalhando não consegue sair da pobreza e não há uma única medida concreta, nem para o emprego, nem para o salário que saia desta cimeira, que é por isso uma enorme desilusão", disse.

Por outro lado, acrescentou a bloquista, há a questão sanitária e de combate à pandemia de covid-19, cujo papel da União Europeia merece críticas.

"Quando na Organização Mundial do Comércio se vai discutir a quebra de patentes para universalizar as vacinas, e os próprios Estados Unidos da América mostraram abertura, a União Europeia continua a ser um entrave a que a vacina chegue a todo o mundo e essa é também uma profunda desilusão", defendeu, sublinhando que "não haveria maior política social, neste momento de pandemia, do que garantir que toda a gente tem acesso à vacina".

Jerónimo de Sousa diz que não se respondeu aos verdadeiros problemas

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou este sábado, no Porto, que a Cimeira Social da União Europeia (UE) não respondeu às necessidades associadas ao emprego, à valorização dos salários e ao fim da precarização da juventude.

"Creio que o grande significado desta manifestação é que estamos a ouvir a voz que faltou na cimeira dita social", comentou Jerónimo de Sousa, numa resposta sobre as conclusões da cimeira, que, insistiu, não versou o que é essencial.

Pelo contrário, assinalou o secretário-geral, verificou-se que, depois de décadas a proclamar grandes objetivos na União Europeia - como "pleno emprego, erradicação da miséria" -, "a situação é cada vez mais dramática para milhões e milhões não só de portugueses, como à escala da União Europeia".

O dirigente comunista criticou a UE pela "falta de respostas neste quadro da pandemia, num quadro geral de necessidade de valorização dos salários, do emprego com direitos, de não precarizar a juventude, que hoje conhece o drama do contrato a termo, à hora, à peça, com tudo o que isso gera nas suas vidas".

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