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Retirados seis dos 28 imigrantes que foram realojados no Zmar

Quem precisar de ser realojado será encaminhado exclusivamente para a Pousada de Almograve, disse o autarca de Odemira.

Um dia depois de terem sido realojados, seis dos 28 imigrantes que estavam no empreendimento turístico do Zmar, em Odemira, foram retirados pela GNR e transferidos para casas disponibilizadas pelas empresas onde trabalham.

A operação da GNR começou na sexta-feira à tarde, no mesmo dia em que a providência cautelar interposta pelos proprietários foi aceite pelo Supremo Tribunal Administrativo.

Fonte da Câmara explicou à Lusa que a transferência destas pessoas aconteceu por iniciativa das empresas e não por causa da providência cautelar interposta pelos proprietário, que criticam a forma como todo o processo está a ser conduzido.

A saída de mais imigrantes que ainda se encontram no Zmar vai continuar durante o fim de semana.

GOVERNO JÁ ESTÁ A PREPARAR A CONTESTAÇÃO À PROVIDÊNCIA CAUTELAR

O Governo garante não ter sido notificado da decisão do Supremo Tribunal Administrativo. O Executivo admite, no entanto, que já está a preparar a contestação.

Estão em causa, diz o Governo, motivos de saúde pública e interesse nacional. A SIC teve acesso à notificação que Eduardo Cabrita garante não ter conhecimento oficial. Nela, pode ler-se que o Executivo tem “o prazo de 10 dias” para responder apresentando a respetiva contestação.

Segundo fonte do Governo, o despacho agora conhecido do Supremo Tribunal Administrativo limita-se a aceitar a providência cautelar interposta pelos proprietários, mas não suspende a requisição civil do Zmar.

Pelo menos três partidos já pediram a demissão de Eduardo Cabrita: depois do Chega e da Iniciativa Liberal, foi a vez do CDS.