País

Salreu, em Estarreja, faz renascer o cultivo do arroz

Sérgio Campos

Sérgio Campos

Repórter de Imagem

Depois de vários anos parados, os arrozais de Salreu foram recuperados, numa iniciativa da junta de freguesia, e já apadrinhados por mais de 30 pessoas e coletividades.

Depois de anos ao abandono, retoma-se a azáfama de outros tempos nos arrozais de Salreu. O trator limpa e prepara a terra, ensopada pelas águas do rio Antuã. Há-de dar para semear arroz dentro de poucos dias.

A junta de freguesia quis recuperar o cultivo do arroz de Salreu. Começou por cativar os residentes a apadrinharem alguns terrenos. Já são 30 padrinhos os que patrocinam os trabalhos em cerca de 60 mil metros de área de cultivo.

O conjunto de arrozais está inserido no espaço do Centro de Interpretação Ambiental do BioRia. A sementeira faz-se agora na primavera, a colheita, só lá para setembro.

Para promover Salreu e incentivar o empreendedorismo local, os grãos já se transformam noutros em produtos feitos à base de arroz. O mais recente, iniciativa de Elisabete, formada em bioquímica, são os sabonetes naturais. E, da farinha de arroz de Salreu também já se fazem biscoitos.

A junta incentivou ainda os restaurantes locais a usarem este arroz nos pratos da região. Numa terrina, com enguias ou sem elas, tudo ajuda a promover o arroz de Salreu para que renasçam os verdes arrozais da freguesia.