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Críticas à reforma das Forças Armadas. Ex-chefes militares pedem debate alargado à sociedade civil

A carta contra a reforma das Forças Armadas é subscrita pelo grupo dos 28 ex-chefes militares dos três ramos.

Só um dos antigos chefes militares não assinou uma carta a contestar o processo de reforma das Forças Armadas. O movimento encabeçado por Ramalho Eanes critica a reforma e as atitudes do ministro Cravinho e pedem um debate alargado à sociedade civil.

A carta contra a reforma das Forças Armadas é subscrita pelo grupo dos 28 ex-chefes militares dos três ramos, com uma única exceção.

A missiva de seis páginas encabeçada pelo ex-Presidente da República, o general Ramalho Eanes, é critica do processo de reforma do ministro e da sua linguagem.

Os militares acusam Gomes Cravinho de uma "ação política apressada", "não convencional" através de um "exercício político degradado". Na carta a que o Expresso e o Diário de Notícias tiveram acesso, os signatários pedem prudência, reflexão e um debate alargado à sociedade civil.

Acusam ainda o Governo de avançar para uma reforma sem estudos que a apoiem e deixando por resolver muitos problemas. Consideram que a situação é hoje pior do que nas anteriores reformas e que se o erro se mantiver, as consequências serão cada vez maiores e mais graves.

A carta foi enviada esta quinta-feira ao Presidente da República, primeiro-ministro, ministro da Defesa e grupos parlamentares.

O Ministério de Gomes Cravinho não faz comentários a esta missiva, dizendo apenas que será discutida no local certo. A reforma das Forças Armadas será votada na Assembleia da República. no dia 18.