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Ministro da Defesa não comenta carta de ex-chefes militares sobre reforma nas Forças Armadas

É a primeira vez em 47 anos de democracia que as mais altas patentes militares na reforma se juntam num movimento para contestar um plano de governo.

Vinte e oito antigos chefes de Estado-Maior revoltados contra a reforma nas Forças Armadas assinaram uma carta a contestar o plano do Governo. O primeiro subscritor deste movimento é o antigo Presidente da República Ramalho Eanes.

Os 28 antigos chefes militares alertam para a degradação crescente das Forças Armadas e acusam o Governo de falta de coerência. Na terça-feira a reforma militar é debatida e votada no Parlamento e deverá ser aprovada pelo PS e PSD.

As propostas do Governo que alteram a Lei de Defesa Nacional e a Lei Orgânica das Forças Armadas foram aprovadas em Conselho de Ministros no dia 8 de abril.

O executivo, na senda de tentativas similares por parte de outros Governos, em 2009 e 2014, pretende concentrar mais poderes e competências na figura do Chefe do Estado-Maior das FA (CEMGFA), designadamente em termos de comando operacional conjunto dos três ramos da FA (Marinha, Exército e Força Aérea).

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