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Reforma das Forças Armadas. Ministro rejeita governamentalização do setor

Os partidos dividem-se nas opiniões.

A proposta de reforma das Forças Armadas foi apresentada esta terça-feira no Parlamento pelo Governo. Durante o debate, o ministro da Defesa recusou que as alterações promovam um maior poder dos políticos sobre os militares.

O PSD afirmou que não se está diante de nenhuma reforma, mas sim de “ajustamentos na estrutura superior”. O Bloco responde, afirmando que há um “casamento perfeito” entre PS e PSD. Já o PCP fala em “nítidos sinais de [a reforma] poder comprometer a isenção partidária das Forças Armadas”. Por fim, o CDS acredita que a convergência com a NATO e os aliados é um aspeto a valorizar.

Esta reforma - uma das mais polémicas desde a chamada "Lei dos Coronéis", na década de 1990, que impunha a reforma antecipada a dezenas de oficiais - está a ser contestada por ex-chefes de Estado Maior dos três ramos, 28 dos quais, incluindo Ramalho Eanes, antigo Presidente e ex-chefe do Exército, que assinaram uma carta a criticá-la e a pedir um debate alargado à sociedade civil.