País

Discurso de Marcelo no 10 de Junho. Partidos destacam importância da integração dos imigrantes

No seu discurso, Marcelo também alertou o país para a importância de gerir bem os fundos comunitários da chamada bazuca.

O Presidente do PSD não ouviu o discurso do Presidente da República no 10 de junho em direto. Do que depois leu e ouviu nas notícias, Rui Rio elogia a importância dada à integração dos imigrantes em Portugal.

"Faz [Presidente da República] um sublinhado, que notei, que é a forma como integramos os imigrantes, com i, nós que somos um país historicamente de emigrantes", disse Rui Rio.

O social-democrata referiu que o país também gosta que os compatriotas que estão fora sejam bem tratados e valorizados face ao trabalho que desempenham.

PS e Bloco de Esquerda também concordam

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, destacou o "apelo à cooperação e o sentido de responsabilidade coletiva" deixado pelo Presidente da República no seu discurso de 10 de Junho para o momento que o país vive.

"Destacaria, de facto, algumas das mensagens [do Presidente da República]. Por um lado, o apelo à cooperação da sociedade civil, suas instituições e instituições políticas para sermos capazes de aproveitar bem os recursos que iremos ter disponíveis para desbloquear muitos dos bloqueios ao nosso desenvolvimento coletivo", afirmou o socialista aos jornalistas.

A coordenadora do Bloco de Esquerda destacou a defesa da diversidade da comunidade nacional e a ideia de que a recuperação económica tem de beneficiar todos.

"Na sua mensagem, o Presidente da República referiu a diversidade de que a comunidade nacional é feita. E o nosso objetivo deve ser melhorar a vida de todas as pessoas desta comunidade nacional que é diversa, respeitando todos e cada um, lutando contra todas as discriminações e rejeitando em absoluto o crime de ódio e a violência", frisou.

A importância de gerir bem a "bazuca" europeia

No seu discurso, Marcelo também alertou o país para a importância de gerir bem os fundos comunitários da chamada bazuca. O CDS vê nas palavras do Presidente uma oportunidade para criticar o Governo. Para o líder do CDS é exemplo disso a nomeação de Pedro Adão e Silva para comissário executivo dos 50 anos do 25 de Abril.

O chefe de Estado defendeu esta quinta-feira "ainda mais sentido humano" no acolhimento dos emigrantes que regressam ao país e dos imigrantes, "uns e outros tantas vezes esquecidos".

No seu discurso na cerimónia militar comemorativa do 10 de Junho, no Funchal, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou: "Esta terra de emigração, de partida, impõe-nos que levemos mais longe o que nos liga às nossas comunidades dispersas pelo universo que tanto prestigiam Portugal".