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Greve nos TST com 88,5% de adesão nos serviços de transporte

Os trabalhadores dos TST, que servem a Península de Setúbal, cumprem esta sexta-feira o segundo e último dia de greve.

A greve dos trabalhadores dos TST - Transportes Sul do Tejo registava até às 09:00 desta sexta-feira uma adesão de 88,5% nos serviços de transporte e de 65,7% no total dos trabalhadores, segundo fonte oficial da empresa.

Os trabalhadores dos TST, que servem a Península de Setúbal, cumprem esta sexta-feira o segundo e último dia de greve (o primeiro realizou-se na quarta-feira) para exigir uma atualização salarial.

Contactada pela Lusa, fonte da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) remeteu para mais tarde dados sobre a paralisação.

Na quarta-feira, os trabalhadores anunciaram que iam pedir uma reunião à empresa depois de esta ter apresentado uma proposta que fica aquém do esperado quanto à tabela salarial.

Em declarações à agência Lusa após um plenário, o sindicalista João Saúde, da Fectrans, disse que os trabalhadores ficaram "indignados" com as propostas da empresa, que não vão de encontro ao que pretendiam - uma atualização salarial - e colocam em cima da mesa a hipótese de voltar à greve.

Entre as propostas está um aumento do valor das diuturnidades em 1 de julho em 15 euros e também a eliminação em janeiro de 2022 da rubrica de agente único.

"O trabalhador tem um subsídio por fazer o trabalho de cobrador de bilheteira [agente único]. A empresa quer eliminar e integrar o valor no salário. Isto dá a falsa ideia de que os trabalhadores dos TST passariam de um salário de 700 euros para 840 euros e isso é o que já recebem", contou.

A empresa propõe também, segundo João Saúde, o aumento do subsídio de alimentação para 6,50 euros e para 7,63 euros no caso do subsídio de alimentação em deslocação.

"Os trabalhadores reunidos em plenário não concordaram com estas propostas que não lhes dão nada de concreto relativamente à evolução da tabela salarial. Um salário entre 900 e 1.000 euros base, tendo em contra o desgaste da profissão de motorista, a responsabilidade e a violência dos horários, seria, nesta altura, um salário para possível acordo", disse.

A 20 de maio, os trabalhadores tinham dado 15 dias à empresa para responder à exigência de atualização salarial e, como não obtiveram resposta, decidiram avançar para a paralisação.

Na altura, João Saúde explicou que os trabalhadores exigem a atualização dos seus vencimentos porque entendem que "não podem estar a ganhar o salário mínimo nacional".

A TST, detida pelo grupo Arriva, desenvolve a sua atividade na Península de Setúbal, abrangendo os concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, e efetuando serviços de transporte de passageiros, através de carreiras urbanas, suburbanas e rápidas.

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