País

Há cada vez mais portugueses a admitir serem governados por um líder autoritário

Só 37% rejeitam líderes autoritários.

Mais de 60% dos portugueses admite uma forma mais musculada de governo, revela um estudo da Fundação Gulbenkian e do Instituto de Ciências Sociais mostra que só 37% rejeitam este tipo de regime.

Há mais de 20 anos, metade da população rejeitava esta ideia, mas, em 2008, passaram a ser 41%. Já em 2020, são apenas 37 % os que consideram mau ou muito mau ter um líder autoritário que não se preocupe com eleições.

Ao admitir cada vez mais a ideia de um líder autoritário, o país acompanha uma tendência que também existe em Itália ou nos Estados Unidos. Dos 34 países analisados, Portugal está no 10º lugar, mais perto de países do leste europeu e mais distante dos nórdicos.

Os níveis de rejeição dos portugueses têm diminuído também quando pensam na possibilidade de serem especialistas e não governantes a tomarem decisões.

A grande maioria diz não às Forças Armadas no poder, mas agora são menos os que a recusam. Todas estas percepções coexistem, no entanto, com uma ideia positiva sobre a democracia. Quase 9 em 10 entendem que este continua a ser o melhor caminho.