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António Joaquim detido no Estabelecimento Prisional de Lisboa

Vai cumprir 25 anos de prisão pela morte de Luís Grilo.

António Joaquim, o homem considerado culpado em co-autoria com Rosa Grilo pelo homicídio de Luís Grilo e condenado a 25 anos de prisão entregou-se ao final do dia de sexta feira na cadeia de Évora.

O tribunal de Loures emitiu na quinta feira o mandado de detenção em nome de António Joaquim para que fosse de imediato conduzido à prisão. O documento chegou no dia seguinte à PSP de Póvoa de Santa Iria onde residia o antigo funcionário judicial.

A defesa de António Joaquim tinha pedido ao tribunal de Loures para que a pena fosse cumprida no Estabelecimento Prisional de Évora.

A juíza, e de acordo com o protocolo, notificou os Serviços Prisionais que recusaram de imediato o pedido.

Mas foi no entanto, em Évora que António Joaquim se apresentou para o cumprimento da pena máxima:25 anos de prisão.

A SIC sabe que a Direção Geral dos Serviços Prisionais não autorizou a entrada de António Joaquim na cadeia de Èvora. Nunca lhe foi permitido passar da portaria.

Acabou por ser transferido para o Estabelecimento Prisional de Lisboa onde chegou à uma da manhã. É nesta prisão que vai cumprir a quarentena imposta pela covid-19. Será depois transferido para outra cadeia na área da Grande Lisboa.

À chegada aparentava estar calmo mas revoltado por não ter ficado no Estabelcimento Prisional de Évora.

Apresentou-se na cadeia com muito poucos bens pessoais.

António Joaquim e Rosa Grilo mantinham uma relação extraconjugal há mais de 3 anos quando foram acusados e julgados pela coautoria do homicídio de Luís Grilo, marido da arguida.

O crime aconteceu em julho de 2018 na casa do casal Grilo, nas Cachoeiras, concelho de Vila Franca de Xira.

O julgamento decorreu no Tribunal de Loures com um colectivo de juízes e com 4 jurados.

O Acórdão de 3 de março de 2020 condenou Rosa Grilo a 25 anos de prisão por homicídio qualificado, profanação de cadáver e detenção de arma proibida.

António Joaquim foi absolvido da coautoria do homícido sendo condenado a uma pena suspensa de dois anos por detenção de arma proibida.

O Ministério Público recorreu da decisão da primeira instância para o Tribunal da Relação de Lisboa.

A decisão foi alterada e António Joaquim foi também condenado à pena máxima.

A 25 de março deste ano, as defesas dos dois arguidos recorreram depois para o Supremo Tribunal de Justiça que confirmou 25 anos de prisão para António Joaquim e Rosa Grilo. No acórdão do supremo os juizes conselheiros afirmam que foram os amantes que cometeram o crime e que o fizeram para ficarem juntos.

A defesa de António Joaquim recorreu da decisão para o Tribunal Costitucional mas o recurso foi rejeitado.

António Joaquim está desde esta madrugada no Estabelecimento Prisional de Lisboa para cumprimento da pena. É o recluso número 631.