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Apreendidos mais de 40 milhões de cigarros ilegais em Portugal desde 2018

GNR conta com primeiros cães para a detenção de tabaco contrafeito.

Os cães tornaram-se na nova especialização do Grupo de Intervenção Cinotécnico da GNR para detetar a entrada de tabaco ilegal no país. São treinados através de reforços positivos como é o caso do biscoito ou do brinquedo.

Os novos elementos da Guarda Nacional Republicana têm uma única missão: detetar o cheiro a tabaco. Estão a ser treinados desde fevereiro e em menos de três meses estarão prontos para as operações no terreno.

Uma realidade que resultou de um acordo realizado entre a GNR e a Tabaqueira. Para além dos cães, também foi doado um equipamento de luz negra para detetar maços de tabaco contrafacionados.

Além dos animais, a GNR conta agora também com um equipamento que deteta o tabaco através de uma análise Raio-X aos carros.

Aumento de contrafação de tabaco em 2020 nos Estados-membros. Portugal apresenta rota contrária

Num estudo publicado a 23 de junho, da Philip Morris International, aponta para um aumento de cigarros falsificados. Esta realidade fez crescer o consumo ilícito para quase o dobro em 2020 nos Estados-membros.

Este registo foi impulsionado por um aumento sem precedentes de 87% no consumo de produtos objeto de contrafação.

A perda de receitas fiscais para os governos da União Europeia ascende a aproximadamente 8,5 mil milhões de euros.

Em contrapartida, Portugal apresenta uma rota contrária e continua a ser um dos países com menor incidência de práticas ilegais no comércio de tabaco.

Em 2020, Portugal reduziu a incidência de práticas ilegais no comércio de tabaco em 1,2% pp, face a 2019, situando-se nos 4,4% (versus 5,6% em 2019).

Estima-se que, no futuro, o número de doses apreendias seja cada vez maior.