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Acidente com carro de Eduardo Cabrita. Investigação da GNR terá sido condicionada

O Correio da Manhã avança que o automóvel estaria a circular a cerca de 200 km/h.

São cada vez mais as dúvidas em relação ao acidente que envolveu o carro do ministro da Administração Interna. Não se sabe a que velocidade circulava nem porque seguia na via da esquerda.

A GNR remete-se ao silêncio, apesar de haver novos dados que indicam que a investigação no local terá sido condicionada.

Dúvidas e contradições

A destruição do farolim e o lado esquerdo amolgado são indicadores da forma como o embate terá acontecido, mas as circunstâncias em que ocorreu o acidente continuam envoltas em dúvidas e contradições.

A começar pela velocidade a que circulava o automóvel e o local onde o trabalhador foi colhido. No local estariam três colegas de trabalho da vítima, que testemunharam o acidente, mais os elementos da comitiva do ministro, que se desconhece quantos eram, e o condutor.

No dia a seguir ao acidente, o Ministério divulgou um comunicado dizendo que "não havia qualquer sinalização que alertasse os condutores para a existência de trabalhos de limpeza em curso".

Informação que a Brisa desmente, garantindo que a sinalização dos trabalhos de limpeza realizados na berma da A6 estava a ser cumprida pela ArquiJardim, conforme os procedimentos de segurança adequados para este tipo de intervenção.

Automóvel estaria a circular a cerca de 200 km/h

O Correio da Manhã revela esta quinta-feira que o automóvel estaria a circular a cerca de 200 km/h e que o núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação da GNR que se deslocou ao local terá sido condicionado na peritagem ao automóvel, por ordem superior.

O caso continua a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Évora.