País

Greve de trabalhadores da IP com impacto reduzido nas ligações urbanas

ESTELA SILVA

Sindicatos garantem que os valores da adesão à greve são "idênticos aos atingidos no passado dia 28".

Os trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) e das empresas filiadas cumprem esta sexta-feira o segundo dia de greve. Os sindicatos avançam que a paralisação está em níveis semelhantes ao da greve de 28 de junho.

Na região de Lisboa, segundo avança a CP, durante a manhã, não foi registada qualquer supressão nas linhas urbanas de Cascais e de Sintra. Todas as circulações programadas pela Fertagus foram também asseguradas.

No Porto, circularam 91% dos comboios até às 08:00. Foram parcialmente suspensas as ligações entre Caíde e São Bento até Marco de Canaveses.

A CP contabilizou a supressão de 69 comboios – 48 do serviço regional, 10 de longo curros e 11 comboios urbanos do Porto.

Os números diferem dos apresentados pelos sindicatos que convocaram a greve. Joaquim Pinto, da Associação Sindical das Chefias Intermédias, afirma que “não há nenhum serviço Alfa Pendular, nenhum serviço intercidades, nenhum serviço inter-regional ou regional” a funcional, acrescentando que apenas “os serviços urbanos e alguns comboios de mercadoria” estão a circular.

"No longo curso está tudo suprimido, assim como nos comboios internacionais e muitos regionais", disse à Lusa António Pereira, do Sindicato Nacional de Ferroviários, Braçais e Afins (SINFB), uma das estruturas sindicais que pertence à plataforma que convocou a greve.

Também António Salvado, do Sindicato Independente dos Trabalhadores Ferroviários das Infraestruturas e Afins (SINFA), fala em linhas ferroviárias paradas para os comboios de longo curso, alfa pendular e intercidades, no encerramento da estação de Santa Apolónia, em Lisboa.

O sindicalista diz ainda que nos regionais estão a funcionar a ligação Coimbra-Aveiro e acrescenta que os comboios urbanos não foram afetados pela greve pois a maior parte dos seus trabalhadores estão afetos a estruturas sindicais que não aderiram à paralisação.

Os valores da adesão à greve são "idênticos aos atingidos no passado dia 28", acrescentou.

Os trabalhadores da IP cumprem esta sexta-feira mais um dia de greve, reivindicando melhores condições laborais, nomeadamente, o aumento dos salários, depois de já terem parado em 2 e 28 de junho.

Num aviso enviado aos clientes, a CP - Comboios de Portugal informou que esta paralisação, que termina às 24:00, poderá ter impactos ainda no sábado.

"Os trabalhadores da IP e das suas participadas não aceitam a discriminação praticada pelo Governo e aceite pela empresa que decide pelo aumento de salário para 308 dos seus 3.784 trabalhadores", defendeu, em comunicado, a plataforma sindical.

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