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Obesidade e perturbações do sono: as consequências do tempo que as crianças passam em frente a um ecrã

Estudo da Universidade de Coimbra baseou-se em dados de cerca de 8.500 entre os 3 e os 10 anos de escolas de Lisboa, Porto e Coimbra.

Os investigadores da Universidade de Coimbra realizaram um estudo a respeito do tempo que as crianças passam em frente a um ecrã. Uma consequência direta é perturbação no sono.

O estudo baseou-se em dados de cerca de 8.500 crianças entre os 3 e os 10 anos de escolas de Lisboa, Porto e Coimbra. Concluiram que o uso de equipamentos eletrónicos no quarto diminui ainda mais o tempo que os menores passavam a dormir.

Os dados foram recolhidos em 2016 e 2017. Em contexto pandémico, as crianças tiveram maior exposição, relacionada com a educação e não em termos de entretenimento.

A condição sócioeconómica das famílias foi um dos fatores identificados com distinção entre o acesso e o uso que se faz dos equipamentos.

"As crianças têm mais equipamentos eletrónicos (...) essa disponibilidade é maior em casas onde os pais têm um maior nível de educação. Portanto, um estatuto socieconómico mais elevado. Contudo, se formos analisar a disponibilidade desses equipamentos no quarto, encontrámos uma tendência é inversa. Existem mais equipamentos nos quartos das crianças de famílias com menor estatuto socioeconómico", assegurou Daniela Rodrigues, investigadora da Universidade de Coimbra.

A solução para as famílias passa por atividades em comum nos ecrãs e o controlo mais rigoroso do tempo que cada criança passa em frente a cada equipamento eletrónico.