País

Detido suspeito do homicídio da mulher encontrada em autocaravana

TIAGO HENRIQUE MARQUES

Mulher foi encontrada pelos bombeiros, que tinham sido acionados para um incêndio num veículo automóvel.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta quarta-feira o homem suspeito do homicídio da mulher que foi encontrada morta dentro de uma autocaravana em São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, anunciou aquela força policial.

Sobre o detido, de 53 anos, recaem "fortes indícios" que o indicam como responsável da morte da mulher e de ter ateado fogo à autocaravana, onde a vítima acabou por ser "encontrada já sem vida" pelos bombeiros que combateram o incêndio, referiu a Judiciária num comunicado.

"O conjunto de diligências de imediato realizadas permitiu a recolha de relevantes elementos probatórios que sustentaram a emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito do suspeito", indiciou a PJ, acrescentando que o detido vai ainda ser presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial e conhecer as eventuais medidas de coação aplicadas.

A detenção surge depois de o cadáver de uma mulher ter sido encontrado, hoje de manhã, no interior de uma autocaravana no sítio dos Calvos, em São Bartolomeu de Messines, concelho de Silves, distrito de Faro.

A mulher, entre os 50 e os 60 anos, foi encontrada pouco depois das 09:30 pelos bombeiros de São Bartolomeu de Messines, que tinham sido acionados para um incêndio num veículo automóvel, disse à Lusa fonte do Comando Territorial de Faro da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Segundo a fonte, a GNR comunicou o caso à Polícia Judiciária (PJ), que iniciou as diligências "para apurar as circunstâncias em que terá ocorrido a morte" e que permitiram identificar e deter o suspeito.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro indicou que a autocaravana "foi totalmente destruída pelo fogo".

Nas operações de combate ao fogo estiveram envolvidos operacionais dos bombeiros voluntários de São Bartolomeu de Messines, do Instituto Nacional de Emergência Médica, da Cruz Vermelha Portuguesa e da GNR, além dos inspetores da PJ.