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Praga de vespa da galha do castanheiro põe em risco produção de castanha em Trás-os-Montes

Os produtores estimam que os prejuízos possam ser superiores a 15 milhões de euros.

Os produtores de castanha de Trás-os-Montes estão muito preocupados com o avanço da praga da vespa da galha do castanheiro. O inseto impede a floração – e sem flor não há fruto. Esta situação vai resultar em quebras que podem atingir metade da produção de castanha nos próximos anos.

Há cerca de quatro anos, a praga chegou a Trás-os-Montes, onde está concentrada 80% da produção nacional de castanha. A única forma de combater a larva da vespa da galha do castanheiro, que se aloja nos rebentos da planta, é através de um processo biológico que consiste em fazer largadas de moscas parasitas.

Mas os produtores de castanha queixam-se das poucas largadas que estão a ser feitas, limitadas a malhas de 500 em 500 metros. De acordo com estudos feitos noutros países e pelo Instituto Politécnico de Bragança, o processo biológico demora pelo menos seis anos a obter resultados.

Até lá as quebras de produção de castanha são inevitáveis: está em risco cerca de metade da produção, o que corresponde a um prejuízo superior a 15 milhões de euros.

Para além de prejudicar a produção de castanha, a larva da vespa abre portas a outras doenças, como a tinta e o cancro do castanheiro, que podem provocar a destruição da árvore.

Este inseto é originário da China e chegou à Europa em 2002. Itália e França foram os primeiros países a serem afetados.