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Ministério Público pede caução de 3 milhões de euros para Vieira

Juiz Carlos Alexandre ainda não decidiu medidas.

O Ministério Público pediu uma caução de 3 milhões de euros para Luís Filipe Vieira ficar em liberdade, em vez da prisão preventiva.

Ao que a SIC apurou, além do pagamento da caução, o MP pede para Luís Filipe Vieira a proibição de contactos com outros arguidos e também com elementos ligados ao Benfica, e a entrega do passaporte, para acautelar o eventual perigo de fuga.

Para os restantes arguidos, o procurador também não pediu prisão preventiva, mas sim o pagamento de cauções.

Para José António dos Santos, conhecido como "rei dos frangos", o MP pediu uma caução de 2 milhões de euros; 600 mil euros para Tiago Vieira e 300 mil euros para Bruno Macedo.

Luís Filipe Vieira foi esta manhã ouvido no Tribunal Central de Instrução Criminal em Lisboa. O interrogatório, no âmbito do processo Cartão Vermelho, durou cerca de 5 horas e terminou às 14:15.

O advogado de Luís Filipe Vieira entende que as declarações prestadas ao juiz Carlos Alexandre são suficientes para ilibar o presidente do Benfica.

VIEIRA "RESPONDEU A TODAS AS QUESTÕES, SEM NENHUMA EXCEÇÃO"

O representante de Vieira considerou que a audição do seu constituinte "correu bem", tendo tido início às 09:15, tendo feito um balanço "positivo" e afirmando que "respondeu a todas as questões, sem nenhuma exceção", com o empresário a afirmar a sua inocência.

A promoção do Ministério Público (MP) quanto às medidas de coação terá início às 15:30, explicou Magalhães e Silva, que espera que a decisão final do juiz seja divulgada ainda hoje.

"Não gosto de antecipar convicções. Como em termos de decisão já vi de tudo, não gosto de cavalgar nenhuma convicção", afirmou, entendendo que Vieira conseguiu defender-se das questões efetuadas pelo juiz Carlos Alexandre: "As explicações que Luís Filipe Vieira deu, do meu ponto de vista, ilibam-no integralmente".

Em relação ao processo, Magalhães e Silva revelou ainda que "o que há relativamente às 'offshores' são transações imobiliárias sem nenhuma ponta de ilegalidade".

Sobre a possibilidade de o juiz decretar prisão preventiva como medida de coação, o advogado expressou que irá discordar "obviamente" da decisão.

Enquanto a promoção do MP não tem início, o juiz autorizou Luís Filipe Vieira a estar com o filho, Tiago Vieira, outro dos arguidos no processo, contou também Magalhães e Silva.

"O senhor Luís Filipe Vieira não disse nada que pudesse minimamente prejudicar o filho, até porque não havia rigorosamente nada que pudesse dizer que prejudicasse o filho", sublinhou.

Luís Filipe Vieira terá prejudicado o Estado em pelo menos 45 milhões de euros

Luís Filipe Vieira terá prejudicado o Estado em pelo menos 45 milhões de euros em apenas um dos negócios visados pela investigação.

O Ministério Público diz que recebeu informações privilegiadas de um administrador e de um jurista do Novo Banco.

Vítor Fernandes foi administrador do Novo Banco até outubro do ano passado. O Ministério Público diz que terá sido um dos informadores de Luís Filipe Vieira e do filho, bem como Álvaro Neves, jurista do banco.