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Exposição assinala os 100 anos da Fundição Alba em Albergaria-a-Velha 

Sérgio Campos

Sérgio Campos

Repórter de Imagem

Dezenas de artigos icónicos, em ferro e alumínio, estão expostos até dezembro na Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha 

Foi nesse dia que Fernando começou a trabalhar na fábrica da Alba, em Albergaria a Velha. Tinha apenas 12 anos. Com a categoria de paquete, recebia de salário 24 escudos por mês.

Muito construiu a Alba, desde que nasceu em 1921, pelas mãos de Augusto Martins Pereira.

A fundição, conhecida pelos bancos de jardim ou pelos tachos, chegou a ter 700 funcionários.

Desde pequenino que diziam a Pedro que seria metalúrgico. Bisneto do fundador da Alba, seguiu o caminho que era então óbvio, para a família Martins Pereira.

A exposição, que assinala os 100 anos da fábrica, reúne numa mesma sala a diversidade de produtos, em ferro ou alumínio, que a Alba produziu. Peças que criaram memórias e que resistem até hoje na casa de muitos portugueses.

A exposição mostra ainda os planos e desenhos técnicos do Alba, o único carro completamente feito em Portugal, do motor à carroçaria. O automóvel, mesmo, está no Museu do Caramulo.

Chegou a ser a fundição mais moderna do país.

Há quase 20 anos que o edifício, como existia nos tempos áureos, está fechado e abandonado.

A autarquia está a tentar negociar com os atuais proprietários para transformar parte do edifício abandonado em museu, mas ainda não chegou a acordo.

Para já, esta pequena exposição, "Alba - uma história global" está patente até ao final do ano na Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha.

► Fundição Alba em Albergaria-a-Velha