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Um dos arguidos do processo da queda do GES foi extraditado para os EUA

Paulo Murta arrisca pena de 45 anos por branqueamento de capitais e associação criminosa.

Foi extraditado para os Estados Unidos um dos arguidos do processo que investiga a queda do Grupo Espírito Santo. Paulo Murta vai ser julgado e arrisca uma pena de 45 anos por branqueamento de capitais e associação criminosa.

Deixou Portugal na passada sexta-feira, dia 9 de julho. A travessia do Atlântico terá sido feita num voo comercial e com a polícia norte-americana por perto.

Paulo Murta é arguido no processo que investiga a queda do Grupo Espírito Santo, em Portugal, mas não só. A Justiça norte-americana quer que responda no tribunal distrital de Houston, no Texas, pelos 2 crimes de branqueamento de capitais e um de associação criminosa de que está acusado.

As penas são mais pesadas e arrisca ser condenado a, no máximo, 45 anos de prisão.

Em causa está um esquema que envolve políticos venezuelanos, administradores e diretores da empresa pública. Terão desviado mais de 3 mil e 500 milhões de euros da mais importante empresa daquele país. Algum desse dinheiro, diz a investigação portuguesa, terá passado por contas ligadas ao BES e ao GES.

Paulo Murta aparece nas investigações como alegado intermediário.

A defesa de Paulo Murta, em Portugal, não respondeu ao pedido de esclarecimentos da SIC.

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