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Estado da Nação. Partidos confrontam o Governo com níveis de desemprego e perda de direitos dos trabalhadores

António Costa respondeu às acusações com a diminuição do desemprego nos últimos três meses.

O parlamento debateu, esta quarta-feira, o Estado da Nação. O desemprego, a precariedade e a perda de direitos dos trabalhadores foram os temas escolhidos pelos partidos para confrontar o primeiro-ministro, António Costa.

O Bloco de Esquerda começou por pedir mudanças no trabalho temporário urgentes. Catarina Martins acusa o Governo de não querer mudar o Trabalho temporário e diz que é “tarde demais”.

António Costa puxou a redução do desemprego nos últimos três meses como resposta, afirmando que “só do mês passado para este, 24 mil pessoas saíram do desemprego e voltaram a atividade”.

O PCP também pegou na precariedade dos trabalhadores, pedindo ao Governo assumisse “o compromisso com os trabalhadores que estão nesta situação”. Jerónimo de Sousa sublinhou ainda que a ameaça do despedimento e a perda do posto de trabalho são “preocupantes”, principalmente devido ao “avolumar do processo de despedimento coletivo envolvendo grandes grupos económicos e financeiros sem justificação económica”.

Para o PAN, a pobreza energética é uma das principais preocupações. Inês Sousa real questionou o primeiro-ministro sobre quando ira haver “um edificado público e um plano” para dar às pessoas em situação de sem abrigo ou aos portugueses que perderam rendimentos “condições de acesso à habitação e ao emprego”.

André Ventura, líder do Chega, criticou António Costa, dizendo que o primeiro-ministro deveria “pedir desculpa aos portugueses, por 7,2% de desemprego, por 60% das empresas que faliram ao longo dos últimos três meses, por dois terços das empresas que não conseguiram pagar despesas”.

A Iniciativa Liberal lembrou que o PIB “desceu 11%” entre final do primeiro trimestre de 2021 e o final de 2019, tendo uma das “taxas mais elevadas da Europa”. “Agora querem-nos convencer que o crescimento em 2021 de 4% e para o ano de 5%, depois de estabilizar a 2%, vai ser um milagre económico? Não vai”, disse João Cotrim de Figueiredo.

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