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Jovens acusam PSP de as ter obrigado a despirem-se e a agacharem-se

Ministério da Administração Interna já pediu esclarecimentos à PSP.

O Ministério da Administração Interna pediu, esta quarta-feira, esclarecimentos à PSP sobre a forma como foram revistadas ativistas detidas, em maio, após um protesto.

As jovens acusam a PSP de as ter obrigado a despirem-se durante o tempo que estiveram detidas na esquadra 31 dos Olivais, em Lisboa.

"Única e exclusivamente as mulheres foram obrigadas a despir-se. Algumas, inclusivamente, a roupa interior. Algumas até a agachar-se. Não houve - é importante reiterar isto - um único homem que fosse obrigado a despir-se. Todas as revistas aos homens foram feitas tateando por cima da roupa", disse uma jovem ativista à SIC.

As ativistas apresentaram uma queixa-crime no Ministério Público. Segundo contam, a revista foi feita a cada uma das detidas, individualmente, por uma mulher polícia numa sala.

A queixa avança depois de todas as envolvidas se sentirem confortáveis em denunciar a situação.

"Queremos saber quais foram os critérios que levaram a esta separação de género. E também os critérios dentro do grupo de mulheres em que algumas foram obrigadas a agachar-se", continuou.

À SIC, a PSP adiantou que vai colaborar com as autoridades judiciárias para rever minuciosamente todos os procedimentos desse dia.

O grupo Climáximo protestou, em maio, contra a expansão da aviação e a favor da ferrovia na rotunda do Relógio.