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Câmara de Torres Novas está a ser investigada pela PJ

Em causa estão denúncias anónimas de favorecimento de duas empresas.

A Câmara Municipal de Torres Novas está a ser alvo de uma investigação da Polícia Judiciária (PJ). Em causa estão denúncias anónimas relacionadas com os processos de atribuição do estatuto de interesse público municipal às empresas Renova e Fabrióleo.

Ao que a SIC apurou, a Renova foi declarada, pelo município de Torres Novas, empresa de interesse público municipal, estatuto que terá sido negado à Fabrióleo.

Num passado recente, ambas as empresas estiveram envolvidas em questões ambientais.

A Fabrióleo foi alvo de diversas notícias relacionadas com uma ETAR, alegadamente construída de forma ilegal e entretanto multada pela Agência Portuguesa do Ambiente em 400 mil euros por desrespeitar regras ambientais tendo sido condenada a demolir a Estação de Tratamento de Águas Residuais, situação de que recorreu.

Quanto à Renova, a Agência Portuguesa do Ambiente veio dizer, em abril deste ano e em resposta ao Bloco de Esquerda, que esta empresa não podia impedir o acesso à nascente do rio Almonda informando que qualquer intervenção ou ação junto à linha de água careceria de autorização prévia.

A SIC tentou, por diversas vezes, contactar a Fabrióleo, que não tem ativo nenhum dos telefones associados à empresa, já a Renova e o município de Torres Novas não quiseram prestar declarações.

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