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Vítor Feytor Pinto, um intenso sacerdócio com mais de 65 anos

Morreu aos 89 anos.

O padre Vítor Feytor Pinto morreu esta quarta-feira, em Lisboa, aos 89 anos. Para a história fica um intenso sacerdócio, com mais de 65 anos, e o seu sorriso.

Nasceu em Coimbra, em 1932, e desde os 5 anos que sabia que queria ser padre. Aos 10 entrou no seminário do Fundão e aos 23 foi ordenado na Guarda para uma vida sacerdotal de mais de 65 anos.

Em 2005, o Papa Bento XVI admitiu-o entre os membros da Família Pontifícia, nomeando-o seu capelão, com o título de Monsenhor.

O nome de Vítor Feytor Pinto ficará na história da paróquia do Campo Grande, onde foi pároco durante 20 anos e desenvolveu um importante trabalho pastoral e social.

Autor de vários livros, era um comunicador nato, uma capacidade que usou e abusou para defender a Igreja do Concílio Vaticano II.

Em 1992, o então primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva nomeou-o Alto Comissário para o Projeto Vida, na luta contra a droga. A pastoral da saúde foi a sua grande paixão: professor de Ética do curso de Enfermagem durante 40 anos, é indissociável de algumas polémicas, como a do uso do preservativo em circunstâncias limite.

Numa nota no site da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa, amigo pessoal de Vítor Feytor Pinto, apresenta as condolências à família e homenageia "o Homem, o Mestre pela palavra e pelo exemplo, o Cidadão, o Português".

No site da paróquia do Campo Grande, Feytor Pinto é recordado com uma frase que em tempos utilizou numa entrevista onde falou sobre a morte: “A morte é apenas uma porta: do lado de cá é o limite da natureza, do lado de lá é a ternura de Deus.”