País

PJ detetou obras de arte que podem ser falsas na coleção de João Rendeiro

Notícia SIC

Loading...

Coleção está na alçada do Estado como garantia de indemnizações aos lesados do BPP.

A Polícia Judiciária detetou obras de arte que podem ser falsas na coleção arrestada a João Rendeiro e que foi verificada pelas autoridades na segunda-feira.

O tribunal ordenou que todos os quadros e esculturas sejam retirados da casa do antigo banqueiro para serem reavaliados. As 124 obras de arte guardadas na residência de João Rendeiro podem afinal nem todas ser originais.

Obras de arte podem não ser as originais

Num despacho a que a SIC teve acesso, a juíza que ordenou a deslocação da PJ diz que foi contactada pela Diretora da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Judiciária por ter sido constatada a forte suspeita de existirem objetos que, apesar de aparentemente corresponderem aos que foram apreendidos, podem não ser os originais.

As obras estiveram para ser retiradas da casa, mas a mulher de João Rendeiro recusou que os quadros e as esculturas fossem levados pelos inspetores.

O tribunal pediu uma operação de buscas e apreensão. Ordenou à PJ a retirada de toda a coleção de arte, incluindo as peças que podem ter sido adulteradas, para uma reavaliação.

Mulher de Rendeiro pode ser punida

Caso tenha havido falsificação, a mulher de João Rendeiro, que é a fiel depositária, pode ser punida com um crime de descaminho ou destruição de objetos colocados sob o poder público.

A coleção de arte inclui quadros e esculturas de artistas como Júlio Resende ou Julião Sarmento. Passou há mais de 10 anos para a alçada do Estado como garantia de indemnizações aos lesados do Banco Privado Português.

Caso BPP

O colapso do BPP, banco vocacionado para a gestão de fortunas, verificou-se em 2010, já depois do caso BPN e antecedendo outros escândalos na banca portuguesa.

O BPP originou vários processos judiciais, envolvendo crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e falsidade informática, assim outro um processo relacionado com multas aplicadas pelas autoridades de supervisão bancárias.

Entre os condenados em processos relacionados com o BPP estão os ex-administradores Paulo Guichard, Salvador Fezas Vital, Fernando Lima e João Rendeiro, que fugiu para o estrangeiro e está em paradeiro incerto.

Guichard, Fezas Vital e Fernando Lima expressaram publicamente repúdio pela fuga de João Rendeiro à Justiça.

VEJA TAMBÉM:

Últimas Notícias
Mais Vistos