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OE 2022. Presidente do CDS admite adiamento do congresso do partido em caso de crise política

MANUEL DE ALMEIDA

Francisco Rodrigues dos Santos considera "uma encenação política" as ameaças da Esquerda de voto contra.

O presidente do CDS-PP admitiu esta quinta-feira que o congresso do partido possa ser adiado caso o Orçamento do Estado para 2022 seja chumbado, mas considerou "uma encenação política" as ameaças da Esquerda de voto contra.

"O CDS tem órgãos próprios que têm competências para avaliar a dinâmica do próprio calendário político, e se isso vier a acontecer é uma discussão que estará em aberto certamente no nosso partido", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos em conferência de imprensa na sede nacional do CDS-PP, em Lisboa.

O líder centrista justificou que "nenhum português compreenderia" que "um partido estruturante da democracia e fundamental para uma alternativa política no Centro-Direita estivesse preocupado em eleições internas quando há eleições gerais no país".

No entanto, considerou que essa discussão é "demasiado precoce" e que não se pode "fazer fé nas alegações da Esquerda porque elas no passado constituíram sempre uma encenação política para alavancar as suas exigências junto do PS e tornarem o Orçamento do Estado ainda pior do que ele já é".

"Não há razões para crer, atendendo ao histórico, que o orçamento não será aprovado. No entanto, a realidade política é dinâmica, não é estática, e o nosso partido saberá interpretar o resultado das votações", afirmou.

O 29.º Congresso do CDS-PP está agendado para os dias 27 e 28 de novembro.

O primeiro processo de debate parlamentar do Orçamento do Estado para 2022 decorre entre 22 e 27 de outubro, dia em que será feita a votação na generalidade. A votação final global está agendada para 25 de novembro, na Assembleia da República, em Lisboa.

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