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Conflito entre grupos rivais na origem do homicídio no Metro das Laranjeiras

Francisco Violeiro / EyeEm

Suspeitos têm antecedentes criminais.

Os três suspeitos detidos pelo homicídio que aconteceu na quarta-feira no metro de Lisboa têm antecedentes criminais. A Polícia Judiciária (PJ) admite que possa haver mais envolvidos. A PJ confirma também que o crime resultou de um conflito entre grupos rivais.

"As circunstâncias inserem-se num confronto entre jovens oriundos de diferentes zonas territoriais da Área Metropolitana de Lisboa (AML)", afirma Pedro Maia, coordenador de investigação criminal da PJ, acrescentando que são conflitos "potenciados pelo uso de redes sociais, onde é fácil enviar mensagens de conteúdo mais ou menos provocador".

O crime ocorreu às 13:17 de quarta-feira, na Linha Azul, que funciona entre Santa Apolónia e a Reboleira.

A vítima terá sido esfaqueada primeiro no pescoço, à porta da estação onde já entrou ferida, sendo perseguida pelos dois atacantes, que a terão esfaqueado de novo no abdómen.

Testemunhas disseram que o corpo terá caído à linha tendo sido retirado para a plataforma por populares, onde veio a falecer. O corpo foi retirado e levado numa ambulância, por bombeiros, três horas depois.

Sem querer avançar com muitos detalhes da motivação para este crime, o coordenador da PJ adiantou apenas que teve base em "quezílias entre pessoas que se conheciam e que viviam em zonas diferentes da Área Metropolitana de Lisboa".

"Este crime ocorreu numa estação de metropolitano como poderia ter ocorrido na via pública. Aconteceu ali porque foi ali que as pessoas se encontraram", sublinhou, apelando a que as pessoas não tenham receio de andar de transportes públicos.

As imagens de videovigilância do Metro ajudaram a identificar os suspeitos da morte.

Em comunicado, a PJ agradece toda a ajuda dada pelo metro para encontrar os presumíveis autores do crime.