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Tribunal teve em conta o desespero da mãe que matou o filho autista

Fátima Martinho foi condenada a 10 anos de prisão pelo homicídio do filho de 17 anos. 

A mulher que matou o filho autista em Mirandela foi condenada a 10 anos de prisão. Ainda assim, o tribunal teve em conta o desgaste emocional e o desespero da mãe perante os surtos agressivos do filho e ainda a falta de resposta das instituições.

Fátima Martinho foi condenada a 10 anos de prisão pelo homicídio do filho de 17 anos. O crime aconteceu, em julho de 2020, num terreno isolado a 3 quilómetros da aldeia de Cabanelas, onde moravam.

De acordo com a prova baseada na confissão da arguida, depois de ter sedado o filho empurrou-o para o poço, que tem seis metros de profundidade e forçou o afogamento com as próprias mãos.

A mulher, de 53 anos, é divorciada e cuidava sozinha do filho que tinha surtos agressivos, um comportamento que piorou no início da pandemia, altura em que deixou de frequentar o ensino especial.

O tribunal teve em conta o desgaste emocional e o desespero da mãe. Outra atenuante foi a falta de resposta das Instituições para acolherem o jovem autista.

O próprio tribunal considerou que houve falhas do Estado, da família e dos vizinhos, mas que isso não desresponsabiliza esta mãe de ter matado o filho. Recusou os 18 anos pedidos pelo Ministério Público, condenando-a a 10 anos de prisão.

O advogado e arguida vão agora analisar o acórdão e só depois decidem se interpõem recurso.

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