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Diretor do DCIAP queixa-se de falta de meios e de investimento no combate à corrupção

Albano Pinto diz que departamento não tem instalações.

O responsável máximo do DCIAP, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal, queixa-se de falta de meios para investigar e acusa os responsáveis políticos de não investirem no combate à corrupção e à criminalidade económica.

A pressão sobre o Governo aumenta 48 horas depois de o diretor nacional da Polícia Judiciária ter admitido que espera do próximo Orçamento do Estado o maior investimento de sempre para o combate à corrupção e aos crimes económico-financeiros.

Agora é a vez do DCIAP, o órgão responsável pelas investigações mais complexas, como o Caso BES ou a Operação Marquês.

Dos quase 270 milhões do Plano de Recuperação e Resiliência, na área da Justiça, menos de 0,4% serão investidos na Procuradoria-Geral da República e no DCIAP.

O diretor do DCIAP, Albano Pinto, avisa que a falta de meios compromete as investigações.

"Não tem meios, não tem assessores (...). É um departamento com mais de 20 anos, salvo erro, e nem sequer instalações tem", afirma e acrescenta:

"É preciso irmos determinar e procurar o crime. Para isso são precisos peritos financeiros, económicos, informáticos".

São declarações do responsável máximo do DCIAP perante 40 magistrados e vários convidados da Autoridade Tributária.

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