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Uma "mão invisível" que aponta para mais deputados e se fecha para PS, Chega e a Esquerda

Entrevista SIC Notícias

O líder da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, foi o convidado da Edição da Noite desta quinta-feira na SIC Notícias.

O líder da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, acredita num crescimento do seu partido nas eleições legislativas, nega coligações pré-eleitorais e fecha a porta à Esquerda, ao PS e ao Chega para acordos.

João Cotrim de Figueiredo inicia referindo que "certamente, a Iniciativa Liberal irá crescer, mesmo que dois anos antes do suposto", em caso de eleições antecipadas, cenário quase certo, e considera que irá captar votos da abstenção e dos mais jovens, devido ao cansaço "do modelo das últimas décadas" em Portugal.

Dado o timing inesperado das eleições legislativas, o líder dos liberais aponta como objetivo alcançar "pelo menos, mais um ou dois deputados", mas sublinha que as expectativas dependem do "xadrez político" do momento.

Cotrim de Figueiredo refere, igualmente, que, na reunião de sábado com o Presidente da República, irá procurar uma solução rápida, mas que garanta "condições iguais" para as forças partidárias, destacando que, "embora preparados", os membros do seu partido não desejam eleições antes de 30 de janeiro.

Sobre uma possível Geringonça à Direita, o número um da Iniciativa Liberal nega coligações pré-eleitorais, mas abre a porta a acordos pós-eleitorais, vendo uma solução semelhante à celebrada nos Açores como possível.

Sobre um melhor entendimento com Rui Rio ou Paulo Rangel, ambos em disputa pela cadeira de presidente do PSD, Cotrim de Figueiredo não escolhe um favorito, demonstrando-se aberto a conversações "se estiverem disponíveis".

Nega, no entanto, acordos com o PS ou a Esquerda, onde inclui o PAN, mas também fecha a porta ao Chega, pela postura "messiânica e populista" de um partido que não considera liberal e vê como defensor "do aumento da despesa", quando a IL pretende "menos dependência do Estado", embora refira que "não (lhe) faz confusão votar ao lado de qualquer partido".

Para o líder dos liberais, "é fundamental liberalizar o país, sendo esta a forma de combater a estagnação, não dependendo as pessoas do Estado".

Cotrim de Figueiredo aponta como objetivo "denunciar a narrativa da máquina do PS de que foi vítima de uma cabala, quando não é vítima nenhuma, pois escolheu uma aliança com os partidos de Esquerda em 2015.

O número um da IL acusa António Costa de querer ir a eleições e de ter provocado a atual crise política "para conseguir uma maioria absoluta", referindo que o PS no Governo representa um "retardar do país em décadas".

Termina referindo que ainda pretende ver discutida a eutanásia no Parlamento e que, a nível interno, no seu partido, gostaria de ser desafiado, "pois a Iniciativa Liberal vive de ideias e discussões".

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