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Ministro do Ambiente: “Não temos intenção nenhuma de recuperar produção a carvão”

13.05.2022 18:30

O ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, fala aos jornalistas durante o briefing da reunião extraordinária do Conselho de Ministros, sobre o decreto lei que estabelece um regime excecional temporário para a fixação de preços no Mercado Ibérico de Energia Elétrica (MIBEL), em Lisboa, 13 de maio de 2022. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Portugal já não produz eletricidade a partir de carvão, desde o encerramento da produção termoelétrica da central do Pego, em Abrantes, em 2021.

O ministro do Ambiente garantiu esta sexta-feira que o Governo não tem intenção de recuperar a produção elétrica a partir de carvão e considerou que “recuar no carvão” é “recuar para a insegurança”.

“Não temos intenção nenhuma de recuperar produção a carvão”, garantiu o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, em conferência de imprensa, após reunião do Conselho de Ministros, onde foi aprovado o mecanismo ibérico para limitar o preço do gás para produção elétrica a cerca de 50 euros por megawatts-hora (MWh).

Para o governante, “recuar no carvão ou recuar no sentido de aumentar dependência dos combustíveis fósseis é recuar para a insegurança, para o preço mais alto, para a volatilidade”.

Portugal já não produz eletricidade a partir de carvão, desde o encerramento da produção termoelétrica da central do Pego, em Abrantes, em 2021.

Questionado sobre as declarações do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, que, em audição na Assembleia da República, na quinta-feira, disse não ter ‘parti pris’ (preconceitos) com projetos de exploração de gás, Duarte Cordeiro vincou que o “o Governo tem um programa e vai seguir o programa que tem”.

“Nós, necessariamente, temos vantagens nas energias renováveis, elas são hoje as mais sustentáveis, as mais seguras, as mais competitivas. […] o futuro do nosso país passa pelo eólico, pelo solar, pelos gases renováveis, e é isso que nós temos que desenvolver, é isso que esta inscrito no PRR [Programa de Recuperação e Resiliência] e no programa de Governo”, afirmou Duarte Cordeiro. “É esta linha, não é outra”, garantiu.

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