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Incêndios de grandes dimensões “tenderão a ser cada vez mais frequentes”

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A análise do cientista Xavier Viegas na Edição da Tarde da SIC Notícias.

Xavier Viegas, cientista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra que lidera o estudo europeu sobre os grandes incêndios, disse, na Edição da Tarde da SIC Notícias, que os fogos de grandes dimensões vão ser mais recorrentes.

“Este tipo de situações tenderão a ser cada vez mais frequentes (...) face às condições climáticas é o que nos espera”, afirmou.

O cientista explicou que há a previsão de que o “risco de incêndio no nosso país vai aumentar para o dobro ou para o triplo”.

“Temos que fazer uma floresta completamente diferente daquela a que estamos habituados para podermos ter um país que tenha, do ponto de vista ambiental, sustentabilidade”, disse.

Questionado sobre se Portugal está melhor preparado para lidar com os incêndios desde 2017, o cientista afirmou que sim.

“Aquilo que verificamos realmente que houve de facto a melhoria de um conjunto de aspetos, relativamente a 2017. Temos mais entidades e mais pessoal a trabalhar no tema dos incêndios florestais, desde a prevenção até à intervenção e combate. Existe uma melhor preparação dessas pessoas e uma coisa que é extremamente importante é a maior sensibilidade por parte da população para a gravidade dos incêndios florestais”, explicou.

No entanto, o cientista afirmou que “há um caminho longo a percorrer, ainda há muitas coisas que faltam fazer”.

“2017 mostrou-nos claramente que os incêndios florestais não destroem apenas floresta, podem também atingir as casas e as pessoas. A necessidade de prevenir e de evitar que eles [incêndios] cheguem junto das pessoas é uma lição que foi aprendida”, disse.

Xavier Viegas explicou também que “qualquer coisa que se faça na floresta demora anos a ver-se os resultados. Felizmente, há alguma esperança de que as coisas estão a mudar e que já se veja alguma atividade”.

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