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António Costa um "mata-borrão"? "Isso revela tiques autoritários", diz o PSD

António Costa um "mata-borrão"? "Isso revela tiques autoritários", diz o PSD
ESTELA SILVA
Hugo Soares criticou a contratação de Sérgio Figueiredo e diz que a compra de 81 veículos de combate aos incêndios é tardia.

O Presidente da República chamou, esta quinta-feira, mata-borrão a António Costa, por ser muito rápido a absorver as coisas. O PSD afirma que é a prova de que o primeiro-ministro está a confundir maioria absoluta com poder absoluto. Hugo Soares critica ainda a contratação polémica de Sérgio Figueiredo e a compra de mais de 80 veículos de combate aos incêndios.

“Eu diria que o primeiro-ministro é um mata-borrão, porque tenta passar uma borracha por tudo o que de disparate acontece no Governo. Isso revela, mais uma vez, os tais tiques autoritários – e eu repito e quero sublinhar estes tiques que devem ser denunciados”, afirma o secretário-geral do PSD.

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Hugo Soares reforça também que “maioria absoluta não é poder absoluto”, considerando que António Costa “está a confundir maioria absoluta com poder absoluto”.

Em relação à contratação polémica de Sérgio Figueiredo pelo ministro das Finanças. Hugo Soares afirma que o primeiro-ministro não tem autoridade e que os ministros “podem fazer o que lhes bem entender”.

“É a expressão máxima de um Governo que tem um primeiro-ministro sem autoridade, que entende que os ministros podem fazer o que lhes bem apetecer”, afirma. E prossegue nas críticas: “O PS comporta-se como dono do Estado. O Governo é o dono do Estado. Faz o que quer e o que lhe apetece, não dá explicações, não assume qualquer responsabilidade o primeiro-ministro, e portanto é um Governo sem rei nem roque em que o primeiro-ministro está completamente sem autoridade sobre o Governo.”

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Hugo Soares aponta ainda críticas à gestão do Governo no combate aos incêndios, acusando o Executivo de não assumir responsabilidades e de agir tarde.

“O primeiro-ministro podia ter aprendido com os incêndios que, infelizmente, vitimaram muitos portugueses aos uns anos. Mas não aprendeu coisa nenhuma. Continua a não assumir qualquer responsabilidade e depois das catástrofes acontecerem é que ele acha que devem acontecer os estudos”, afirma.

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Sobre a aquisição dos 81 veículos de combate aos incêndios, o secretário-geral do PSD questiona porque é que esta decisão só foi tomada “quase terminada a época crítica dos incêndios”.

“O primeiro-ministro tem de dar uma explicação ao país. Compete ao primeiro-ministro ser preventivo naquilo que são as ações da governação e o primeiro-ministro reage normalmente tentando apagar o que de pior acontece na vida dos portugueses.”

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