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"Foi um verdadeiro inferno": quatro casas de segunda habitação arderam na Guarda

Imagem ilustrativa.
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PATRICIA DE MELO MOREIRA
Habitações foram destruídas na sequência do incêndio que deflagrou no sábado, na Covilhã, afirmou esta sexta-feira o presidente da Câmara.

Quatro casas de segunda habitação arderam na Quinta da Taberna, no concelho da Guarda, na sequência do incêndio que deflagrou no sábado, na Covilhã, afirmou esta sexta-feira o presidente da Câmara.

"Na Quinta da Taberna [na freguesia de Videmonte] foi um verdadeiro inferno. Ardeu tudo à volta, arderam quatro casas de segunda habitação, quatro palheiras e umas casas devolutas", disse à agência Lusa o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa. Segundo o autarca, a localidade da Quinta da Taberna foi afetada no final da tarde de quinta-feira. No concelho da Guarda, o incêndio afeta a freguesia de Videmonte, registam-se reacendimentos na freguesia de Famalicão e as chamas "já tocam numa pequena parte da freguesia de Meios", referiu.

As atenções estão viradas para uma zona "que continua sem estar controlada, nem de perto nem de longe", que tanto pode caminhar "na direção de Videmonte, como para as freguesias vizinhas", salientou.

"A noite foi de combate às chamas, mas continuamos com frentes ativas e um cenário muito preocupante", notou Sérgio Costa.

O autarca criticou ainda a demora nas decisões por parte da proteção civil, na atribuição de missões aos operacionais no terreno. "Temos máquinas de rasto desde hoje de manhã que continuam paradas, à espera que lhes atribuam uma missão. É preciso mais celeridade nas decisões e atribuições. Demora-se demasiado tempo", vincou, realçando, porém, que agradece "o esforço de todos os homens e mulheres", seja a proteção civil, populares ou juntas de freguesia, que combatem o incêndio no concelho.

O incêndio deflagrou no sábado no concelho da Covilhã e alastrou-se para Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira. Com início na madrugada de sábado nos concelhos da Covilhã (distrito de Castelo Branco) e de Manteigas, o fogo atingiu na tarde de quarta-feira também Gouveia e Guarda e passou na quinta-feira, a meio da manhã, para o concelho de Celorico da Beira.Hoje, pelas 12:00, estavam no terreno 1.572 operacionais, apoiados por 457 viaturas e 15 meios aéreos, segundo o sítio na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

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