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Novo dono da herdade do Vale Feitoso quer investir mais de 50 milhões de euros

Exclusivo SIC

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A maior propriedade privada para caça grossa do país está outra vez na mão de capitais portugueses. Herdade pertencia à família Espírito Santo.

O empresário português com quem o presidente Angolano, João Lourenço, entrou em rota de colisão e rescindiu contratos de fornecimento de energia, é o novo dono da herdade dos Espírito Santo, em Idanha-a-Nova. Em abril, Ricardo Leitão Machado, de 43 anos, comprou a herdade do Vale Feitoso aos espanhóis da Vestein que foram à massa insolvente no grupo GES e pagaram 20,7 milhões de euros pela propriedade. Em dezembro do ano passado, foi formalizada a escritura e já este ano a participada da empresa TENIGLA revendeu a propriedade.

Em entrevista exclusiva à SIC, Ricardo Leitão rejeita ter sido a sombra do comprador espanhol que deu a cara no tribunal da insolvência no Fundão, mas assume que nunca perdeu o negócio de vista.

A imprensa espanhola diz que o novo dono pagou 25 milhões de euros pela antiga pérola do Grupo Espírito Santo, mas à SIC, apenas confirmou que quer investir mais 50 milhões. O empresário, que em Portugal também investe em painéis solares e na produção de pêra rocha no Oeste, quer transformar o Feitoso numa referência agro-florestal e admite que até as montarias hão-de-regressar em devido tempo.

O Vale Feitoso foi o único ativo da massa insolvente do GES a ser alienado na Beira Baixa. Tudo o resto, continua como estava sem que o administrador judicial publique anúncios de venda. Questionado via mail pela SIC, Jorge Calvete garantiu que a demora se deve os facto dos bens estarem arrestados ao processo crime do GES e as autorizações levarem tempo.

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