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Época balnear: 17 pessoas morreram afogadas, a maioria em praias não vigiadas

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O porta-voz da Autoridade Marítima Nacional explica as razões para o aumento do número de mortes por afogamento.

Dezassete pessoas morreram afogadas nas praias portuguesas, desde a abertura da época balnear, a 6 de maio. A maioria dos banhistas perderam a vida em praia não vigiadas, sem nadadores-salvadores para as socorrer. Assim sendo, a Autoridade Marítima Nacional recomenda os banhistas a frequentarem praias vigiadas.

O porta-voz da Autoridade Marítima Nacional, o comandante José Sousa Luís, aconselha as famílias a vigiarem permanentemente as crianças na praia e pede aos banhistas para respeitarem as instruções dos nadadores-salvadores e a estarem atentos às bandeiras e sinalizações dispostas nas praias.

Perante a aproximação da terceira onda de calor este verão, a Autoridade Marítima Nacional recomenda as pessoas a frequentarem as praias no período de menor exposição solar, isto é, evitando estar exposto ao sol entre as 11:00 e as 16:00.

O número de mortes por afogamento já ultrapassa o total de óbitos ocorridos em todo o período estival do ano passado, quando faleceram 14 pessoas. Este balanço disponibilizado pela Autoridade Marítima Nacional não inclui mortes em barragens.

O comandante José Sousa Luís acredita que o número aumentou este ano devido ao fim das medidas sanitárias, o aumento do turismo estrangeiro e procura por zonas não vigiadas, por um questão de privacidade, em alguns casos.

Portugal registou este ano, até 31 de julho, 88 mortes em meio aquático, um máximo dos últimos cinco anos, informou a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS).

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