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Os problemas estruturais na base da crise do setor da Saúde, na opinião de José Gomes Ferreira

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A ministra Marta Temido apresentou a demissão na madrugada desta terça-feira por entender que "deixou de ter condições" para exercer o cargo.

A ministra da Saúde apresentou esta terça feira a demissão por entender que "deixou de ter condições" para exercer o cargo, que foi aceite pelo primeiro-ministro. O Presidente da República, informou, em nota publicada no site oficial, que aguarda o pedido de exoneração de Marta Temido, e a proposta de nomeação do seu substituto. A propósito desta baixa de peso no Governo, José Gomes Ferreira faz uma análise ao que considera ser os problemas estruturais no setor.

"Não existe organização porque não existe boa distribuição de recursos - humanos, técnicos e financeiros - planeamento e motivação dos profissionais", realça.

José Gomes Ferreira sublinha que é necessária a atribuição de prémios, avaliação, reforma estrutural e um bom sistema de avaliação, não só na Saúde como em toda a Administração Pública.

"Tem de haver mais dinheiro para premiar o melhor desempenho. Os profissionais da Saúde em boa verdade estão mal pagos, tal como está muita gente em Portugal", diz José Gomes Ferreira.

O primeiro-ministro não quer fazer reformas estruturais na nossa economia que permitam ao país ser mais rico e o Estado ter mais riqueza.