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Chega sobre declarações de Marcelo: "Isto significa que PSD e PS são iguais"

Chega sobre declarações de Marcelo: "Isto significa que PSD e PS são iguais"
Horacio Villalobos
O Presidente da República considerou na segunda-feira que o pacote de apoios às famílias anunciado pelo Governo é "uma solução equilibrada", onde existe “um consenso implícito”.

O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, defendeu esta terça-feira que as recentes declarações do Presidente da República sobre as medidas do Governo, que considerou que o PSD "ajudou imenso", demonstraram que PS e os sociais-democratas "são iguais".

"Foram declarações que disseram que o PSD ajudou imenso, que contribuiu imenso para estas medidas. Isto significa apenas que PSD e PS são iguais porque estas medidas não vão contribuir em nada para a melhoria da vida dos portugueses e esse é um fator primordial", defendeu o deputado que falava aos jornalistas na Assembleia da República, em Lisboa.

Pedro Pinto reagiu também à conferência de imprensa conjunta do Governo com o objetivo de detalhar o pacote de medidas para atenuar os efeitos da inflação, aprovado esta segunda-feira em Conselho de Ministros extraordinário. O líder parlamentar disse que o ministro das Finanças, Fernando Medina, "perdeu uma oportunidade para pedir desculpa aos portugueses" e "não conseguiu explicar porque é que as pensões não aumentam".

"Vão dar metade da reforma agora mas vão tirar em janeiro (...). A ministra do Trabalho [Ana Mendes Godinho] disse claramente isso mesmo: disse que em janeiro vai haver um corte de pensões, porque vão aumentar 4% em vez dos 7,8% que iam aumentar, essa é a grande questão", salientou o deputado.

O dirigente do Chega lamentou o facto de o Governo não ter descido o IVA dos combustíveis, pedindo um "desconto direto" nesta fatura.

"A desculpa é sempre a União Europeia, mas se olharmos para a Espanha na fatura dos combustíveis há um desconto direto de 20 cêntimos, em França de 30 cêntimos, porque é que em Portugal, mesmo que haja este problema com o IVA e com a UE, porque é que não se faz esse desconto direto", argumentou.

O deputado criticou também duas medidas do executivo: o pagamento extraordinário de 125 euros a cada cidadão não pensionista com rendimento até 2.700 euros brutos mensais e a atribuição a todas as famílias, independentemente do rendimento, de um pagamento extraordinário de 50 euros por cada descendente até aos 24 anos que tenham a seu cargo.

"Se analisarmos estes 125 euros que vão dar a cada português isto reflete zero. Reflete 34 cêntimos por dia, a nível anual. (...) A cada criança, os 50 euros reflete 13 cêntimos diários. Estamos a falar [num total] de 47 cêntimos", disse.

O Presidente da República considerou na segunda-feira que o pacote de apoios às famílias anunciado pelo Governo é "uma solução equilibrada", salientando que "o PSD ajudou imenso" e que existe "um consenso implícito", em declarações a alguns órgãos de comunicação social à porta do Palácio de Belém.

O primeiro-ministro, António Costa, apresentou esta segunda-feira as medidas excecionais de apoio às famílias para mitigar os efeitos da inflação, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros. As oito medidas detalhadas pelo primeiro-ministro ascendem a 2.400 milhões de euros em termos de impacto na despesa.

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