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Psiquiatras do hospital da Guarda pedem escusa de responsabilidade

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Em resposta a decisão administrativa.

O diretor do departamento psiquiátrico da Guarda demitiu-se em rutura com a administração. A diretora clínica do Hospital, especialista em dermatologista assumiu o serviço e todos os psiquiatras pediram escusa de responsabilidade.

Pissara da Costa, diretor do do departamento psiquiátrico da Guarda, abandonou o cargo no final do mês de agosto e entretanto já foi substituído. A administração do hospital decidiu eleger a diretora clínica, oriunda da oftalmologia, como a nova responsável pela psiquiatria. A nova diretora deste departamento já tinha estado encarregue das áreas de ortopedia e de oftalmologia.

A enfermeira especialista deste serviço foi igualmente substituída, mas por uma gestora de saúde mental. Ambas as decisões foram tomadas sem qualquer informação prévia, nem consulta ao diretor.

Cinco colegas de Pissara fizeram um abaixo assinado

A lei relativamente a estas matérias é bem explícita. Quando há a necessidade de haver tais mudanças, o diretor de serviço tem de ser coadjuvado por uma enfermeira especialista e um administrador hospitalar designados sob proposta de quem dirige o departamento.

Perante este panorama, cinco colegas de Pissara da Costa fizeram um abaixo assinado, contestaram as decisões e pediram, em conjunto, escusa de responsabilidade.

A polémica instaurou-se no hospital da Guarda, num momento em que foi decido atribuir um milhão de euros do Plano de Recuperação e Resiliência com o intuito de requalificar a psiquiatria.

Perante estes acontecimentos, a administração garante que agiu consoante uma lei de 2019, e que havendo dois enfermeiros-gestores na Unidade Local de Saúde, decidiu colocar um deles no departamento respetivo. Ainda houve um esforço administrativo no sentido de demover o psiquiatra de abandonar funções com um subsídio de direção de 300 euros, mas sem sucesso.

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