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"Este não é o caminho": CGTP sobre acordo de melhoria dos rendimentos

"Este não é o caminho": CGTP sobre acordo de melhoria dos rendimentos
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A CGTP considera que os 5,1% “não é um aumento, é um empobrecimento”.

O Governo e os parceiros sociais chegaram a um acordo médio sobre a melhoria dos rendimentos, salários e competitividade este sábado. Para a CGTP este acordo “reforça as razões para uma forte mobilização” marcada para o dia 15 de outubro.

Em comunicado, a CGTP expressa que as propostas discutidas este ano fazem com que no final de 2023 “se tenha um menor poder de compra do que aquele que os trabalhadores tinham em 2021”.

A confederação considera ainda que os 5,1% “não é um aumento, é um empobrecimento”.

“Acresce ainda que os aumentos no setor privado não se fazem por decreto. É a contratação coletiva que fixa os salários. A opção de não responder às reivindicações dos trabalhadores, em manter a norma da caducidade e continuar a negar a reintrodução plena do princípio do tratamento mais favorável, mantendo os bloqueios que permitem a chantagem patronal, impede a concretização do objetivo da valorização dos salários na contratação coletiva.”, lê-se no comunicado.

A CGTP explica que o salário mínimo devia ser superior a 810 euros em 2023, tendo em conta a inflação.

“A inflação acumulada, que tirou poder de compra aos trabalhadores, pensionistas e suas famílias, é sentida de forma diferente por quem menos tem. Quando a alimentação tem aumentos que em alguns produtos ultrapassa os 20%, quando o leite aumenta mais de 15%, o pão perto de 10%, os 760€ propostos pelo Governo (que em termos líquidos são 677€), significam o agravamento das dificuldades”.

“A reivindicação da CGTP-IN dos 850€ para o salário mínimo nacional em Janeiro é uma necessidade que se coloca para garantir o acesso a estes e a outros bens e serviços básicos”.

A CGTP entende que “este não é o caminho”.

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